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segunda-feira, 13 de abril de 2015

PORTAS DO SOL SANTARÉM+++++ EM PEDRAS COM VIDAS VIVIDAS


Erguido sobre um castro por onde passaram fenícios, gregos, romanos, visigodos e árabes, o castelo foi conquistado e reformado no reinado de D. Afonso Henriques, e acrescentado e restaurado ao longo dos séculos seguintes, até à época das lutas liberais. Os troços de muralha envolvem o planalto sobranceiro ao Tejo, onde se ergue a cidade de Santarém e das oito portas que existiam restam apenas duas: a de Santiago e a do Sol. Esta está situada na zona da antiga alcáçova, transformada no jardim público e miradouro conhecido por Portas do Sol.



PORTA DO SOL VIRADA A NASCENTE




O castelo medieval[editar | editar código-fonte]

À época da Independência de Portugal, diante do avanço para o Sul das forças portuguesas sob o comando do reiD. Afonso Henriques (1112-1185), o Castelo de Santarém foi conquistado, em 15 de Março de 1147, de surpresa em um assalto noturno. Na ocasião, o soberano doou todo o direito eclesiástico da povoação à Ordem dos Templários:





A povoação e seu castelo encontravam-se no caminho da investida do califa almoáda Abu Ya'qub Yusuf I, sendo atacados em 1171. As forças muçulmanas, na ocasião, foram dispersadas pelas tropas de Fernando II de Leão, genro de D. Afonso Henriques, que na ocasião se encontrava em Santarém. Um novo ataque muçulmano se materializa em 1181, encontrando-se na cidade o infante D. Sancho, tendo os assaltantes recuado diante de uma contra-ofensiva dos defensores.

O alcaide de Santarém foi dos que, já em 1245, reconheceram a autoridade do Infante D. Afonso, quando este chegou a Portugal, de que fora nomeado regente em substituição ao seu irmão, D. Sancho II (1223-1248), deposto pela autoridade do Papa.

Mais tarde, em 1324, Santarém e seu castelo se colocaram a favor de outro Infante D. Afonso, este filho de D. Dinis(1279-1325), quando este se revoltou contra o seu pai. Dominada a revolta pelas forças do monarca, este aqui viria a falecer, a 7 de Janeiro de 1325.

Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), este procedeu-lhe reforço e ampliação nas defesas, como por exemplo a reforma da Porta de Santiago, em arco ogival (1382). Com a sua morte, abrindo-se a crise de 1383-1385, em seus muros se refugiou, após o Natal de 1383,2 a rainha viúva, D. Leonor Teles, que antes tentara3 fazer alçar pendão na cidade por sua filha, D. Beatriz, como rainha de Portugal e de Castela. Tendo a rainha viúva solicitado a intervenção de Castela,4 a ela se reuniu o seu genro, João I de Castela, a quem entregou o regimento e senhorio do reino5 com o apoio de boa parte da nobreza portuguesa (Janeiro de 1384). João I de Castela colocou nos muros de Santarém uma guarnição castelhana, e a praça só retornou a mãos portuguesas imediatamente após a batalha de Aljubarrota (1385).

Um último Infante D. Afonso marcaria a história da vila e seu castelo: alguns estudiosos apontam o falecimento do filho de D. João II (1481-1495), em um trágico acidente de cavalo no Mouchão de Alfange, às margens do rio Tejo (1491), como uma das razões do afastamento da Corte da vila de Santarém e o seu consequente declínio de importância administrativa no reino.

As defesas de Santarém foram severamente danificadas pelo terramoto de 1531.



Do século XVII aos nossos dias[editar | editar código-fonte]

D. João IV (1640-1656), no contexto da Guerra da Restauração, e, mais tarde, D. Miguel (1828-1834), no das Guerras Liberais, promoveram, em cada período, obras de modernização e reforço nas defesas da vila. Este último serviu-se do castelo da vila como reduto, de Outubro de 1833 a 17 de Maio de 1834.

Com a paz e o progresso económico, foi elevada a cidade em Dezembro de 1868. A expansão da malha urbana, que agora se acelerava, absorveu as suas defesasmedievais, das quais restam, em nossos dias, apenas remanescentes como o recinto fortificado da Alcáçova, a Porta de Santiago, a Porta do Sol e alguns troços das muralhas, classificados como Imóvel de Interesse Público.

A partir da década de 1990 foram iniciados trabalhos de prospecção arqueológica visando identificar troços remanescentes das antigas muralhas, consolidando alguns deles. No recinto da Alcáçova, pesquisado pelo Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa com o apoio do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), foi trazido à luz um podium (base) de um templo romano com cerca de 15 metros de lado, que se presume datar do século I a.C..



FOTOS DE LÍDIA FRADE

http://www.lifecooler.com/artigo/passear/muralhas-e-portas-de-santarem/325627/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Santar%C3%A9m

sábado, 28 de março de 2015

IGREJA DA SANTA CRUZ+++++ RIBEIRA DE SANTARÉM++++++ EM PEDRAS VIVAS COM VIDAS VIVIDAS

Igreja de Santa Cruz localiza-se na cidade de Santarém, na freguesia de Santa Iria da Ribeira, e constitui um dos monumentos scalabitanos mais representativos do estilo gótico, não obstante incluir elementos de outras correntes arquitectónicas, como orenascimento e o barroco. O templo, datado do século XIII, foi a sede de uma antiga paróquia, extinta no século XIX.


História[editar | editar código-fonte]

A igreja foi edificada no século XIII, sendo a data concreta da sua instituição desconhecida, sabendo-se apenas que teve o patrocínio da coroa. Porém, o facto de, ainda no século XII, Santa Cruz aparecer como sede paroquial leva a supor da existência de um primitivo e modesto templo, construído após a Reconquista da cidade, na sequência da nova organização cristã e do aumento demográfico então verificado. Desta forma, a actual igreja teria sido edificada num local já anteriormente consagrado ao culto.
Em 1280, D. Dinis doa o templo à Real Colegiada de Santa Maria da Alcáçova, em troca das igrejas de Alcoentre e Tagarro. No século XIV, o templo é reconstruído por iniciativa do Conde Lourenço Domingues Minatos e de sua mulher, Iria Afonso Caeira, que se encontram ambos sepultados na capela-mor. Em 1551, a nave foi reconstruída, tendo sido executadas as colunas divisórias. Ainda no mesmo ano, foi colocado o púlpito renascentista e foi edificado o coro, do qual apenas resta actualmente a balaustrada mudéjar. Em 1681, foram executados os azulejos que revestem a capela-mor e a capela baptismal.
A maior campanha artística de que o templo foi alvo deu-se na primeira metade do século XVIII, quando foi executado o pórtico barroco, da autoria de João Antunes, e que actualmente se encontra adossado à fachada nascente da Casa da Irmandade do Santíssimo Sacramento. Esta casa, que se encontra junto à fachada sul da igreja, foi erigida em 1715. Em 1733, foi construída a torre sineira.







RIBEIRA DE SANTARÉM

FOTOS DE LÍDIA FRADE